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(silencio!)

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reverso

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“Os momentos de claridade foram oportunidades perdidos de cegueira. O total abandono da luz, das cores, dessas pobres almas entregues a realidade e a dor. Na cegueira poderia sonhar com o claro seria perfeito como um amor impossível. A maior desgraça de um amor impossível é ser possível, que o compromisso e o ego alheio volte para lama da onde veio. Rimei? Não é um poema e sim um pensamento e pensamentos não rimam. Como sou desgraçado, nem mesmo pensar faço direito. Aposto que há erros ortográficos neles tambem. Eu penso mas gostaria de imaginar que forma teriam esses pensamentos, em letras, em garranchos milimetricamente desenhados pelo acaso.

O acaso, é um ódio possível, não é toa que é tão facil odiar a humanidade, o planeta e tudo o  que nela sobreviva. Mas se Deus criou tudo isso? Aí sim, meu ódio não seria ao acaso, odiaria Deus a seu próprio mando, seguindoas linhas de um roteiro divino.

Pensamentos não se concluem, qualquer tipo de escrita é um forma de domar os instintos, uma forma de castração. É como querer andar com seu pênis amostra, mas é proibido, pois comprometemos nossos pênis em parágrafos, acentuação. E também em todos os tabus cristãos, morais, éticos e neuróticos.

Me dê um fim, um ponto final, para esse sonho torto de existência, de total “des-necessidade”. Mas tudo há um “pórem”,  no meu caso todos acentuados erradamente.

Nenhum pensamneto acaba e morrerei essa madrugada…novamente…”

Escrito por Carlos Saraiva

20/10/2009 em 4:06 am

o utimo a ficar

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Em um momento de acaso, seus olhos fecham e  vivenciam uma breve penumbra que se repete involutarimente. Se perguntar ao corpo porque faz isso, ele dirá: “é para hidratar”. O sujeito sabe o quanto custa  piscar, em esperança, em desejo, em pensamentos banais sobre mulheres. E agora o que o preocupa é que momentos foi perdido nesse “breves periodo de escuridão”.
“Nada de importante” não é resposta que valha para um curioso. E agora se vê instigado a procurar uma resposta, algo que o satisfaça nessa hora de inspiração e de nada. E como o nada ele escreve na linha abaixo o seguinte:

“Tudo o que perdi em momentos de breve penumbra, foram momentos de breve claridade.”

Escrito por Carlos Saraiva

14/10/2009 em 8:55 pm

Publicado em avulso, crônico, nosenseatall

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