Planetário – um review inútil e deslocado do bom senso
Eu fui ao planetário do Parque do Ibirapuera, a sessão era sobre o sistema solar. Me lembro da primeira vez que fui, ainda com 7 anos de idade e cheio de pensamentos ruins a respeito do meu futuro e mundo. E apesar da prescunção, tudo aquilo que sempre sonhei aconteceu. Mas voltando ao planetário lembro que foi fantástico e mostraram o céu poluido e o céu limpo, o por do sol e o nascer, e passavam imagens de mulheres semi-nuas tomando sol. Hoje o planetário teve um upgrade, um novo modelo vindo diretamente da Alemanha, sim, aquele país que plantam linguiças e ensinavam judeus a se concentrarem.
Talvez esperava mais por ser um sessão focado para crianças, mas pensando calmamente agora, sim foi uma porcaria. Começo pelas projeções dos planetas, borrões: sol era um borrão amarelo, urano um borrão azul, marte um borrão vermelho. Os personagens da animação, eram até bem desenhados, mas a historinha fraca, as vozes sem animo e bobas demais (percebe-se que foram feitos por adultos idiotas), e o motivo do meu principal ódio, o “computador”. Ele ensinava os dois personagens enquanto passeavam pelos planetas, mas a cada frase ele soltava um “zipz zipz” e repetia sempre a última palavra. Que irritante.. Não parecia um computador, parecia alguém com TOC falando num vocoder (!).
Foi apenas torturante e uma criança na fila de trás disse: “que computador chato!”. Eu faço essas as minhas palavras “child”. Mas o planetário (a máquina ai do meio, que parece vindo direto do filme 12 macacos) é eficiente em simular o céu, a sensação de imersividade não tem do que reclamar. Poderia tirar todo o resto e deixar as estrelas, enquanto tocassem músicas barulhentas e projeções de acidentes automobilisticos. No geral, muita falta de imaginção e problemas nas projeções tornou-a em uma experiência fraca.
Google Earth é muito melhor e talvez poderiam dispensar a máquina e projetar o programa do Google em alta definição e mostrando acontecimentos em tempo real. E usar personagens já conhecidos e muitos bons, como a Kika da série: “De onde vem?” criado pela Tv cultura. Ela valeria por todos os personagens daquela animação, apenas usando o carisma de seus traços. Nem precisaria de um bom texto.
*ps: fiquei tentado de tirar fotos enquanto passava as projeções, mas a máquina não era muito boa e tambem fiquei com medo de disparar sem querer o flah. Mas foi tão ruim que nem valeu a pena, talvez somente das estrelas Mas tambem para que, se temos um céu enorme lá fora?
Quem já é dono do Sistema Solar não precisa de um planetário artificial… não é, caro sócio Saraiva?
Tóin
03/11/2009 em 9:52 pm
ahahahhaha…
Estão muito longe da pefeição e reafirmo aqui. Enfim, pobres humanos.
Carlos Saraiva
03/11/2009 em 10:06 pm