invittro

(silencio!)

“Anticristo”

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Apesar de toda pretensão de “Dogville”, o filme muito me cativou e me fez ficar atento ao diretor Lars von Trier. Desde o lançamento e trailer estava pensando em assisti-lo, mas estava resistente ao fato de assistir coisas potencialmente fortes. Até que um certo dia algo “estranho” ocorreu e me motivou a encara-lo. E logo de cara fui pelo pela “alma” com a obra Handel enquanto corpos penetravam em extremo slow-motion. Tive que redefinir a palavra intensidade e demorei para escrever o post, deixando as primeira impressões morreram e tambem lendo alguns reviews para buscar o meu proprio ponto de vista.

A história é basicamente de um casal que tenta superar uma crise, apos seu filho morrer enquanto eles faziam sexo. O interessane é que daí poderia surgir um filme de “drama”, mas ele segue uma linha intermediaria com o terror/suspense. A atmosfera, imagens que remetem constantamente a sexualidade, uma especie de “psycho freud from hell”. Mas não consigo evitar o uso da palavra belo e perfeição, é certamente um filme de meticulosidade neurótica. Lar teve a idéia em um momento de crise e enquanto fazia terapia. E para mim foi o invejável insight: “como seria a psicanalise, ao seu puro e sendo praticado por toda a pureza de quem ama?”. Obviamente desastroso, mas aqui encontrou uma perfeita justificativa para que tal coisa ocorresse: o proprio terapeuta em negação, tentando superar a propria a culpa enrustida curando sua esposa.  Eu poderia falar minuciosamente dos momentos chaves do filme, mas ficaria por anos aqui..

Estou ainda por ver uma versão em alta resolução, pois as imagens valem a pena e camera tem uma maneira estranha de movimentar, me lembra documentario. E tem esse “trilho” que do genero suspense/terror a qual ele caminha, com momentos de surpresa, reviravoltas e isso nos mantém presos por todo o filme. O filme tem somente Wilem Dafoe e Charlotte Gainsbourg (a garota de delicisoso sotaque britânico do filme 21 gramas) e eles realmente se entregaram, com cenas de sexo e nudez fora do padrão. Tem as cenas de mutilação tambe fortes e realistas.

Mas todo o “exagero” é na verdade o tom de fábula que o filme busca, uma alegoria da natureza humana e no caso especifico, da psique humana. O filme sequer é misógino como muitos proclamam, mas coloca o tema no conflito da personagem. Se proclama a morte da psicanalise, é toda a psicologia que temos hoje, como uma nova negação dos instintos; aonde acredita que o amor pode dar tudo o que alguem realmente precisa e a  que razão irá nos livrar da animalidade. Mas não ainda não somos capazes de ver que atrás dos conceitos e filosofias, o caos reina.

Ficha técnica:

Diretor/roteiro: Lars Von Trier
Atores: Charlotte Gainsbourg Willem Dafoe
Lançamento: 2009
Idioma: Inglês

Escrito por Carlos Saraiva

20/11/2009 em 3:22 pm

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retorno

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tudo retorna
cansado
debil
culpado
setenciado
um crime
todos os castigos
e antes
o meu castigo é cometer crimes

Escrito por Carlos Saraiva

20/11/2009 em 2:02 am

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depressão

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Depressão é um desses temas muito falado ultimamente mas pouco compreendido. Eu sofro do problema desdadolescência ,mas tratamento e “aceitação” ocorreu apenas 5 anos atrás após internação. O tema do post foi sugerido pelo meu amigo Tóin e no texto ele expôs claramente a diferença entre tristeza e depressão. Segue o link: http://supertoin.wordpress.com/2009/11/18/depressao-a-verdade-esta-aqui/

Mas não quero falar sobre o processo de terapia, medicação e o meu caminho até aqui. Só dizer que tive toda a cura possível da psicologia, mas nem mesmo ela pode me amar. Dai nos jogam de volta a esse mundo de pessoas enrustidas, promessas vazias,e de sentimentos descartáveis. O que resta é voltar a se cobrir com máscaras e ter que engolir toda a saudade como se não tivesse gosto.

Saiba, é tudo mentira; e  essa foi verdade mais difícil de aceitar.

Escrito por Carlos Saraiva

18/11/2009 em 2:30 pm

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inevitável

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Pontos de vista são inevitáveis e sempre caminha ou para o bem ou para o mal, nunca para o além.
E assim, como tudo o mais, se é.

Escrito por Carlos Saraiva

10/11/2009 em 4:14 pm

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erro

com 2 comentários

Do que vi e não faz sentido, nada se faz e tudo resolve me perseguir.
Tudo que persegue resolve e me faz.
Me faz quando persigo e resolve quando anulo.
Anulo e resolve o que preciso.
Preciso anular e persigo o resolver.
E não resolve, não tem respostas
Só tem a vontade, a vontade sem querer
Não a quero, ela me faz e acaba por resovlver
E tudo acaba por que tudo é ruim
Feito de erros
O que é errado, só pode cometer erros
Só pode arranhar
A dar um falso caminho
Que resolve no proprio erro

Escrito por Carlos Saraiva

10/11/2009 em 5:05 am

Publicado em avulso

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